segunda-feira, 19 de março de 2012

Medida Exata


Medida exata ela diz e eu concordo na hora. Metade, complemento, par.
Feitos um pro outro sentimos. Mesmo tamanho, mesma fome, mesma fé.
Acreditamos no amor e não na distância, no juntos e não no só.


Desafiamos o tempo. Contamos alegrias no lugar dos segundos.
Saudade e não horas. Nosso tempo é pra sempre.


Medida exata ela diz e eu concordo na hora.
Não há nada mais no mundo que caiba tão perfeito em mim.


***

Manhã cheia de manha
Teu cheiro tem um quê de querer mais de você
Que não é demais nem de menos
Medida exata do que cabe a mim

Te quero sim, de mansinho
Calor da pele, mão, carinho
Desvendar o teu sorriso
Passear nos teus caminhos


Manhãs e madrugadas juntos
Sem querer mais nada
Além de estar aqui
O prazer de ser o que somos
E sermos
Juntos...

Medida Exata, do Dingue, pra ouvir sem parar.




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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cai a noite

a luz do dia vai se misturando na noite
e há um silêncio tão profundo
que quase ouço esse dissolver.

minha melancolia se revala ao cair da tarde
e a solidão toma seu espaço
no vazio do coração.

a luz do dia se rende à dona lua
e minha paz parece crescer
o pensamento voa longe, longe.

Sempre em direção à você.

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quinta-feira, 12 de março de 2009

Solução

Você é a canção
À procura de um tema;

Você é a sensação
À procura de um poema;

Você é a solução
À procura de um problema.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Genuflexório

Teu corpo me prende numa prece interminável
Silenciosa e Sacra devoção
Rezo em falsete uma ode ao teu nome
Meu secreto e proibido amor

No pecado primeiro, sem apelação condenados
suave e quente nosso suor salgado
Sussuro molhado, minha confissão

Teu corpo me prende numa prece interminável
e o tempo para nessa oração
De joelhos a teus pés, eu te imploro
Meu prazeroso e proibido amor

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Amor perfeito

Eu gostei muito dela e a amei de todos os jeitos e por muito tempo. Talvez tempo demais, vai saber. Esse amor teve muitas fases e todas diferentes.

Houve o tempo da carne e do desejo, hormonal e intenso como se espera de todo começo. Era o tempo do cheiro, do gosto e de toda vontade que eu nunca matei. Fase de invadi-la por todo lado, entrar em suas roupas, na tua boca, no teu peito, à força.

Como todo amor, veio o tempo da saudade e da lágrima solta sem aviso. Da distância que só fazia crescer e o tempo empoeirando aquela valsa mal dançada que primeiro nos uniu. Tudo que eu queria era um pedaço sussurrado do pensamento dela. Um grito desesperado chamando meu nome.

Foi-se tempo e lembrança demais. Mais do que se podia ou devia ter. Uma ou outra carta perdida, juras sem verdade e nunca mais. E era doce esta época de lembrança, de amor de infância, de como será? Passo a passo, vida de outras gentes, e outros sonhos.

E eu gostei muito dela e a amei todos os dias e de todos os jeitos e por tempo demais. Tempo suficiente para se tornar terno e morno. Tempo suficiente para que a experiência maltratasse o coração e trouxesse a calma que cedo ou tarde acaba por chegar.

Foi um amor contemplativo e platônico, cheio de cartas escritas que nunca serão mandadas. Foi um amor teórico em prosa, verso e métrica. Foi um amor do melhor jeito que eu sei amar. Manejando palavras e sonhos.

Foi perfeito, não houve oportunidade nem de macular este amor. Eu cuidei dele todos os dias por 10 anos ou mais e ofereci tudo o que havia de bom dentro de mim. Ela chorou em silêncio algumas vezes quando lembrava, mas nunca cedeu. Me manteu longe e eu gostei muitodela mesmo assim. Foi o amor mais bonito que houve, mas ela não quis.

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terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu Quero!

Sérgio Bittencourt sabe muito, ou não sabe?
Só sei que eu quero!

***

Eu quero que você me ame
Que você me chame quando precisar
Eu quero saber ir embora
Sem ter dia e hora pra poder voltar

Eu quero quando o tempo passa
Que você na raça saiba me ganhar
Eu quero ter a vida inteira
Pra fazer besteiras e voce perdoar

O que eu sei hoje da vida
Até deus duvida e eu vou te ensinar
Eu sei dizer tudo o que sinto
E até o que não sinto pra me desculpar

Eu sei calar na hora exata
Sei que a dor não mata mas pode marcar
Eu sei traçar a minha meta
Ninguém é poeta por saber rimar

E por falar em poesia vai raiar o dia
E eu te buscar, eu quero juro de verdade
Que toda a cidade veja eu te levar

Por todos os meus descaminhos
Somos tão sozinhos que o melhor
Mesmo é se dar

Eu quero que voce se dane
E mesmo que eu te engane
É assim que eu sei te amar

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sexta-feira, 7 de março de 2008

That´s the way it is...

Intensa ela se diz e explica, dando risada, que ninguém entende o que isso significa. Intensa ela estampa em suas costas e metaforicamente incendeia a imaginação de quem lê. Pobres diabos que buscam uma tradução literal, inocentemente (ou nem tanto) tentando ler na superfície o que está na entranha. Regra número 1: O essencial é invisível aos olhos.

Intensa é a sensação do fim do mundo, do ame-o ou deixe-o, do quero sim e quero agora. Intensa é a ebulição de sentimentos, o sempre mais que ontem, o calor no rosto e no útero que só se sente se os detalhes forem em ouro. Intensas são as reações que você nunca vai esperar. Não se assuste, Intense. morde. Regra número 2: Se não aguenta, porque veio?

Eu não conheço Intense., antes que perguntem. Eu conheço intenso e conheço excesso. Não porque li em algum lugar, não porque editorei sua biografia não autorizada, mas porque a leio nas entrelinhas. Meus pequenos excessos são intensos e isso faz sentido pra mim. As coisas comigo nunca são devagar, nunca são comedidas e nem seguem protocolos ou cerimoniais. Eu conheço Intense. porque meus hormônios correm em rios, porque quando eu gosto, eu gosto pra caralho! Não existe meio termo, não existe mais ou menos. Regra número 3: Não cutuque onça com vara curta.

Leia o Excesso Intenso, você vai entender.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Drops 14 (da Fábia Vitiello)

Amei você doce e calmo, simples e lento. Não pude amá-la com força e com raiva, com rapidez e com o atropelo como você me amou. Não fui capaz da sua paixão, da sua renúncia, da sua dor, do seu desamparo. Não fui capaz da sua entrega, do seu abandono, da sua incrível confiança, do seu salto no escuro. Nunca pude pular no escuro, sem rede de segurança como você, que pula do alto das escadas, em todas as tinas d'água que lhe atraiam. Eu preciso de engenheiros de segurança presentes, pára-quedas, rede, serragem, roupa especial, capacete, aprovação da Câmara dos Deputados, carta do meu congressista apoiando, promessas que serão pagas com quilômetros de velas brancas, papéis assinados, firmas reconhecidas e uma porção de "nada consta". Preciso de segurança, de aplausos, de fatos. E você, que com sua absurda certeza, só precisava de mim e me fez sentir pequeno e estranhamente só. Eu não pude amá-la assim. Mas eu amei você muito, muito, da forma que eu soube, da forma que eu sei. Da forma que eu posso. Com vagar. Com alegria. Com sonho. Que pena que não era isso que você queria. Ou precisava.
***
Comentário do autor: Esse texto é demais!
Veja mais dela aqui!

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vento

Vento
Por Júlio Bonrruquer Neto


você é sempre assim

como o vento

vem calminho

sopra

arrepia a gente da cabeça ao pés

e parte calminho como veio

deixando a lembrança

apenas nos pelos da gente

é assim que eu me sinto

quando você fala

calminha

e parte.


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