quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Deserto

Deserto
Por Júlio Bonrruquer Neto


Não consigo mais escrever
todo encanto se foi.


A intermitente veia verbal
do oceano turvo que sinto
nem sei como


simplesmente secou toda tinta que escrevo.

Engasgou em mim
toda fúria dessa garganta-caneta


Não consigo mais escrever
do amor, sobrou nem grito
só coágulos de sentimento
é tudo areia, tudo sol
é tudo seca.

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